quinta-feira, 16 de julho de 2015

Descobrindo um novo mundo

Em toda vida Ella teve seus  conceitos, acreditava, em uma sociedade arcaica, hetero, acreditava no quese dizia correto e bonito, mas se esquecera do livre arbítrio que o ser humano tem em fazer suas escolhas, experimentar o novo, a curiosidade por aquilo que é  diferente, enfim, de se libertar do comodismo.
Ao escutar um pedido da pessoa que dividia seus dias, uma fantasia, tomou conta de sua mente, mas, a princípio, rejeitou decidida o pedido. O tempo foi passando, e incomodada com a proposta começou a pensar, depois a ter vontade de experimentar algo novo, e passou três anos para tomar a decisão de aceitar e realizar. Sentia vontade e desejo, ficava imaginando, como seria o toque, os beijos, as caricias, enfim como seria sentir desejo por uma outra mulher e se isso, de verdade, iria lhe fazer bem. Foi então que começou a procura por uma terceira pessoa, queria realizar a fantasia.
Trabalhava na Lapa e, no horário de seu almoço, costumava sair para resolver suas coisas quando, num belo dia, foi a uma loja de calçados e, bem atendida por uma jovem simpática, de uma beleza diferente, cabelos curtos, pretos, olhos também pretos e um corpo escultural, uma boca carnuda e um sorriso lindo. Dentes perfeitos!  Foi tão bem atendida que resolveu voltar em outro dia para comprar, acompanhada de seu namorido e ele logo percebeu que a atendente dava toda atenção. Isso o deixou com tesão pelas duas e também pela oportunidade. Viu ali que logo sua fantasia seria realizada.
Ao voltar à loja a atendente lhe abriu um sorriso diferente e não foi  tão bem atendida, mas, quando foi pegar o tênis, Rosa roçou em suas mãos e lhe sorriu. Ella não havia percebido o toque diferente que ganhou, nem a atenção especial quando a vendedora com nome de flor a levou até a porta. O namorido, logo comentou:
- Ela te olhou o tempo todo, te seguia com os olhos na loja, percebi que ela sente desejos por você.
Os dias foram passando e as duas se encontravam de vez em quando, a amizade foi aproximando as duas e, naturalmente, Rosa foi se abrindo. Apesar disso Ella não a via de outra forma a não ser amiga.
Falavam de todos os assuntos, ate que um dia as duas, no ônibus, falando sobre inúmeras coisas, veio a assunto do namorido de Ella que, confiante na amiga contou a fantasia que já alimentava com o namorido, e se assustou quando Rosa, enfática, declarou:
- Eu aceito fazer a sua fantasia.
Ella ficou sem chão, o estomâgo revirou, as mãos gelaram e, na hora  de descer do ônibus, não tinha forças para se levantar. Em um salto conseguiu descer do ônibus.
Ella não sabia, mas Rosa já tivera relacionamentos com mulheres, por isso encarou o comentário naturalmente, e como já estava de olho na amiga, aproveitou o gancho do comentário e se propôs como objeto de desejo do casal para a tal fantasia.
Mal Ella desceu do ônibus ligou, imediatamente, para o namorido e, com a voz tremula, mal conseguia falar ao celular. Contou como confidenciou a fantasia do casal a Rosa e como a amiga aceitou ajudá-los a satisfazer aquela vontade secreta. Do outro lado da linha o namorido sorria, e se alegrava com a confirmação de sua suaspeita:
- Eu disse para você que ela era do babado!
Nos dias que se seguira Ella, e Rosa, combinaram os detalhes, e foram realizar a fantasia.
Jantaram, tomaram banho, e depois foram para cama, como de costume conversaram, mas naquela noite a conversa foi diferente, deitadas na cama Rosa começou a se aproximar de Ella, o coração disparou na hora, e ali aconteceu o primeiro beijos em uma mulher. As mãos de Rosa deslizavam sobre o corpo de Ella, os arrepios eram inevitáveis, aos poucos as duas estavam entrosadas na cama, e Ella, acariciada, sentiu o prazer de estar com uma mulher na cama.
Rosa fez Ella sentir prazeres repetidos e também alguns novos, sensações que ela jamais imaginara, embora desejasse de modo incerto. Ella fez o mesmo que ganhou de Rosa, acariciou seu corpo, e também lhe fez sentir inúmeros prazeres, as duas gemiam de prazer, os corpos entrelaçados na cama e o lençol molhado do suor que exalava do prazer que sentiam.
Depois de sentirem uma a outra, e de se entregarem ao prazer, foram tomar banho juntas. A fantasia do namorido era apenas escutar, e foi o que realmente aconteceu, ele presenciou em silêncio a transa das duas, iluminado apenas pela lampadazinha vermelha da televisão, excitado e discreto, silencioso, tanto que até se esqueceram que também estava no quarto.
Ao voltarem para cama, apesar de tudo ser diferente, e bom, apesar do imenso prazer que experimentara, Ella sentiu nojo do corpo, pensou no que tinha feito, no que acreditou a vida toda, e que agora seria uma mulher suja e rejeitada por uma sociedade de preconceitos. Se arrependeu da experiência e não conseguia adormecer.
Rosa já estava dormindo, como o namorido, deitado ao lado de Ella, mas seus pensamentos voaram naquela noite, aceitou fazer uma fantasia e ao mesmo tempo sentiu prazer e nojo, tesão e repulsa, na realidade a cabeça dela entrou num turbilhão de pensamentos que ela não conseguia organizar. Mas os momentos aos lado da amiga foram ótimos, e como não gostar do que te fez tão bem?
Ella mal conseguiu dormir e já era hora de levantar, na mesa do café, parecia que nada havia acontecido, se lembrou quando ganhou o primeiro beijo de Rosa, sua amiga agora colorida, e de como foi prazeroso namorar com ela sob o chuveiro. Rosa sabia fazer um sexo oral que deixava Ella louca, e foi nesse banho que tratou logo de aprender a retribuir à amiga o prazer que sentiu.
Em alguns dias se veriam novamente, para Ella foi difícil encarar, mas levou numa boa e, dali em diante, pelo menos uma vez na semana as duas dormiam juntas.
Ate que chegou o dia em que o namorido participou da brincadeira, foi um tesão, os três na cama, eram bocas se beijando, corpos queimando de prazer, mãos loucamente procurando o sexo do outro, Rosa e o namorido de Ella deram lhe todo tipo de prazer para. Depois Ella, e o namorido, retribuiram tudo para Rosa e depois, juntas, as duas satisfizeram os desejos daquele homem agora satisfeito e deslumbrado com o sexo exuberante daquelas femeas calientes.
A sensação que Ella sentiu depois era um misto de tesão e ciúmes, até a naturalização daquela relação e das noites que se suscederiam, sempre a três, noites e mais noites de prazer que nunca foram esquecidos.
O que vale a pena na vida é experimentar, se Ella não tivesse se permitido a esse novo mundo não teria sentido inúmeros orgasmos, não teria se permitido descobrir o corpo de outra mulher e a satisfação que uma mulher pode proporcionar a outra. O toque, os beijos,as caricias; o tesão...

A química que é diferente e maravilhosa.

Um comentário:

  1. Ella, você podia contar mais detalhes, como foi chupar, ser chupada, sentir uma boceta na boca, dividir o pau do namorado ou marido com outra menina... vai ficar mais gostoso se publicar isso.

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